domingo, 10 de maio de 2020
O Desafio da Maternidade no atual momento!
Domingo, 8 de maio de 2020, um dia das mâes diferente, mais intimista, num momento atípico ao que já vivenciamos em outros domingos de uma data tão especial. Um dia sem lotar os parques com as mâes e com as nossas famílias e amigos, sem o tradicional almoço de domingo das mães com a casa lotada ou em espera em filas de restaurantes para homenagearmos e vivenciarmos essa data, sem lojas abertas e tumultos em shoppings, sem as esperadas apresentações e homenagens dos filhos na escola, sem abraços e beijos de vizinhos com felicitações... Mas continuarmos a ser MÃE! Mãe com sentimentos, com questionamentos, com conflitos, com afazeres de trabalho, de casa e cuidados com os filhos. E como estamos?
O momento atual, dessa longa "quarentena" por conta do Coronavírus, nos traz desafios no exercício da nossa maternidade. Muitos sentimentos são aflorados sobre as nossas incumbências do papel de ser mãe e mulher no dia a dia.
Cada mãe é diferente e tem a sua forma de ser e agir , a sua rotina, o seu trabalho, a sua relação com seu(s) filho(s), mas o momento nos reporta a um olhar de uma mãe real, quando nos defrontamos com os desafios de estarmos mais em casa, com os filhos, com as tarefas de casa, com atividades da escola, e com o cotidiano do lar, a fim de mantermos tudo em ordem, mentalmente, economicamente e emocionalmente.
Estamos vivendo uma rotina diferenciada e que chegou de repente, em que tivemos que nos organizarmos sem uma preparação prévia das nossas atividades diárias.
A maneira como costumávamos vivenciar,freneticamente, o nosso dia como: levantar de manhã, organizar a casa, levar e buscar o filho na escola, ir trabalhar em meios aos desafios de cada profissão, voltar para casa com os próprios desafios desse meio, preocupados com alimentação e estar de bem com a vida e cheia de energia e vontade, a qual a sociedade tanto nos cobra no exercício de ser mãe,assim passamos, da noite para o dia, a um cotidiano diferenciado.
Os sentimentos são diversos nesse período e de acordo com as nossas vivências.
Ser mãe é uma tarefa nobre e exige muita dedicação e, em tempo de pandemia surgem esses desafios em conciliar os papéis em tempo integral.
Com essas novas rotinas, o equilíbrio é essencial para dosar o tempo entre os filhos, casa e trabalho.
Estamos ressignificando, ou seja, podendo atribuir um novo significado às vivências da maternidade em meio a este acontecimento da pandemia, através da mudança e readaptação da nossa rotina. Nesses desafios temos pontos positivos que ressalta a proximidade maior que estamos tendo com os filhos, mesmo em meio a sempre correria diária que enfrentávamos, nos desdobrávamos para mantermos a rotina de convívio com afetuosidade e cuidados com os nossos filhos, mas agora, podemos aproveitar essa proximidade de mais perto nos oportunizando a estar em nosso lar e a uma rotina mais aconchegante.
No desenvolvimento de vários papéis que assumimos e ao desafio da maternidade e os sentimentos de lidar com as tarefas de cuidar e educar, de ser mulher, de ser profissional, também nos cabe o papel de explicar aos filhos as transformações e como isso está impactando nossas vidas; e essa tarefa começamos com as crianças desde pequenas sobre a adaptação da rotina, os afazeres da casa, os momentos de brincadeiras e atividades da escola, organizações do lar e o nosso momento do trabalho.
Podemos sentir falta da rotina normal e frenética. Podemos estar ansiosas e até deprimidas ou felizes. Cada uma sente de uma forma esse momento, mas, certamente, esse momento nos trouxe mais aproximação à maternidade de cada uma e como vivenciá-la de forma individual, usufruindo de sentimentos e aproximações com a tarefa de ser Mãe!
Que nesse dia das mães diferente possamos usufruir com mais tempo para nos curtirmos e sermos com os nossos sentimentos, curtindo cada cantinho do nosso lar, com coisas que passavam despercebidos, oportunizando novos significados e importância a cada minuto que vivemos e exercemos
o nosso papel de mãe. Cada mãe é diferente, mas somos todas mães!
Um feliz dia das mães para todas!!!!
terça-feira, 31 de março de 2020
A importância da rotina em casa para as crianças em tempos de quarentena!
A rotina para a criança é um meio de organizar o dia a dia, contribuindo para a organização mental e noções de tempo e de espaço, a fim de que a criança perceba o meio de forma saudável. A criança organiza o pensamento através da repetição. Ela passa a se organizar mentalmente e começa a elaborar sozinha novas repetições.
Nesse momento, em que estamos em casa com a criança é importante também estabelecer uma rotina para que ela possa se sentir segura , sabendo o que virá a seguir no seu dia e nos dias seguintes.
A rotina não deve ser encarada como uma forma rígida, mas sim como uma forma de entendimento de “mundo”. Assim como na escola tem uma rotina com combinações e momentos, em casa é importante permear essa organização, na qual proporciona à criança mentalizar que ela faz parte de um contexto e que esse contexto tem combinações de convivências.
Para se estabelecer a rotina em casa se deve, primeiramente, levar em conta os aspectos biológicos como: sono, alimentação e higiene . É importante observar que as refeições sejam feitas de 3 em 3 horas com horários estabelecidos. Ex. Se a criança almoça ao meio dia é bom que seja esse critério para os outros dias, assimilando que aquele momento é para comer junto à família.
Quanto ao sono, é indispensável o quanto esse momento tem interferência na rotina do dia. A criança precisa dormir em quantidade certa a fim de que possa se organizar nos seus momentos desde a manhã. Dormir tarde e acordar tarde desorganiza os aspectos biológicos, até mesmo de humor e de como a criança se relaciona com as brincadeiras, aprendizagens e interações com a família.
Cada família tem uma rotina! Não existe uma rotina ideal. Cada ume estabelece a sua rotina, conforme o “jeito” de cada família, mas a criança precisa ter os momentos de acordar, se alimentar, fazer sua higiene ( como tomar banho), para brincar e também ficar sem “fazer nada”, fazer atividades, descansar e dormir.
A sugestão é para que se estabeleça os momentos de rotina, através de desenhos e que se possa ser mostrado para a criança esses momentos no início da manhã, podendo até fazer um varal com ilustrando o dia a dia em família. Também pode se estabelecer um “cantinho” de atividades, com mesinha, cadeirinha, materiais de desenho e pintura e colagens para realizarem as atividades sugestionadas pela escola, ou até mesmo criadas pela família. Estabeleça também o cantinho do “o brincar” com brinquedos estruturados (bonecas, carrinhos, jogos de encaixe e montar, panelinhas) e brinquedos não estruturados ( potinhos, copinhos, palitos de picolé, caixinhas...). Também não podemos esquecer dos livrinhos infantis para que a criança estabeleça o gosto pela literatura infantil, podendo colocar numa cestinha para que manuseie, livremente , ou para os pais lerem ou contarem as histórias para a criança.
A rotina é vital para todos, tanto para a criança como para o adulto.
domingo, 22 de março de 2020
Curso: Coordenação pedagógica na Ed. Infantil- 20h no total- Curso On Line, com certificação
ATENÇÂO: Curso on line para qualificação em Coordenação Pedagógica será on line com valor mais acessível, em função do momento atual.
Quer ser coordenador(a) pedagógica?
Inscrições abertas! Início dia 4 de abril- sábado.
Curso de qualificação para atuação em coordenação pedagógica em escolas infantis: Papel do Coord, Pedagógico; Documentos Pedagógicos: elaborações de Projeto Político pedagógico, Regimento Escolar,Projeto de Formação Continuada; Orientações de Reuniões de Pais e equipe, Organizações Gerais, Dinâmicas para equipe.
20 h totais- com certificado.- on line- em tempo real com aula explicativa, expositiva e interativa via " Zoom" e material enviado previamente para estudo.
Curso modalidade livre( Decreto.5154/2004)
Vagas Limitadas!
terça-feira, 29 de outubro de 2019
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Por que desenvolver competências socioemocionais nas crianças?
“ Crianças emocionalmente mais inteligentes, são mais felizes, mais saudáveis e aprendem com maior felicidade. Elas se comunicam melhor, são menos ansiosas e se recuperam mais rapidamente de situações difíceis.”
Competências socioemocionais são o conjunto de habilidades, comportamentos e atividades que os indivíduos precisam ter para tornar suas decisões bem sucedidas.
A educação do século XXI traz essa exigência para a formação para a vida, ou seja, essa preparação de nossas crianças para o mundo, ou seja, habilidades e competências exigidas e valorizadas no novo formato de sociedade tecnológica, interativa e interdisciplinar que estamos vivenciando. Trata-se de uma modelo social que exigirá, cada vez mais, um indivíduo preparado para lidar com novas formas de realizar tarefas, de lidar com problemas e com relacionamentos interpessoais.
Todo espaço de aprendizado é uma oportunidade para desenvolver as competências de que necessitarão ao longo da vida. Algumas dessas habilidades são autoconhecimento, capacidade de resolver conflitos, consciência social, facilidade de relacionamento e tomada de decisão.
Como pais e educadores desenvolvem essas competências
Os pais e educadores podem ensinar aos filhos como desenvolver sua inteligência emocional e a canalizar suas emoções. É importante que aprendam a se controlar e que sejam empáticos com os outros. A educação emocional faz parte da formação da criança.
A primeira coisa vai ser aprender a identificar as emoções próprias e também temos que aprender a identificar as emoções que os outros estão experimentando.
Temos que aprender a controlar as emoções e para isso devemos encontrar o equilíbrio necessário. Saber o que está acontecendo comigo, o que estou pensando e que está fazendo com que me sinta dessa maneira para aprender a me controlar.
Temos que aprender a expressar e a canalizar as emoções de tal maneira que fortaleça as relações e não que seja de forma contrária.
As emoções se desenvolvem ao longo de todo o ciclo vital, mas quanto antes começarmos será melhor. De fato, existem estudos que nos dizem que desde os dois anos e meio que já é possível educar as emoções e o mais importante é que isso tem influência durante toda a vida.
Os pais e educadores devem ensinar a criança a pensar, a pensar sobre suas emoções, que saibam como ela se sente, e a detectar como os outros se sentem. Ajudar com que a criança canalize suas emoções, a expressá-las, a controlá-las, favorecer a comunicação com os pais, professores e a favorecer a comunicação com os seus semelhantes. Favorecer, também, a empatia, ajudar a criança desde pequena a fazer amigos. Essas são coisas que vão ajudá-la ao longo de toda a sua vida.
Quando as crianças são pequeninas, o que os pais têm que fazer é comunicar-lhes frases bem curtas, e, sobretudo, agir mais e falar menos. Não podemos esquecer que os pais são a principal fonte de aprendizado de uma criança. Logo, o comportamento dos pais sempre tem que ir em conformidade com o comportamento da criança.
Quando já forem um pouco maiores, poderíamos começar a raciocinar mais com os filhos, mas nunca no momento das birras. Quando estiverem tranquilos e relaxados poderemos falar com eles e poderemos reforçar a importância do diálogo, de como comunicar os sentimentos e de que forma podemos expressá-los.
Que práticas pedagógicas podem garantir intencionalidade no desenvolvimento de competências socioemocionais articulado com a rotina na educação infantil? As competências socioemocionais podem ser desenvolvidas em articulação com as múltiplas áreas dos conhecimentos por meio de: Práticas cotidianas: o Estabelecimento de pactos de convivência; o Organização de rotina com as crianças, rodas de conversas iniciais que retomem os comportamentos e sentimentos diários, utilização de livros com temáticas de sentimentos, hábitos e atitudes, sensibilizações através d lúdico e e pequenas dramatizações de sentimentos e comportamentos no meio, trabalhos com o grupo e dinâmicas colaborativas; o Contextualização do conhecimento; o Criação de espaço para a reflexão e autoavaliação sobre o que foi desenvolvido e realizado; Conversas em sala de aula sobre a realidade do aluno, que garantam conexão das competências Transversalidade nas disciplinas sempre que oportuno; Garantia de um trabalho didático embasado na ludicidade e musicalidade para a formação de hábitos e rotinas: sem música, movimento, sensibilização, interação, brincadeira a criança não apreende essas competências. Não adianta gritar; Não adianta deixar ficar sem pátio, Não adianta ficar falando ou gritando e repetindo várias vezes as mesmas coisas. FALE MENOS! Seja sucinto! Forme hábitos! Retome as atitudes diariamente! Mostre como fazer e porquê fazer! Se não fizer o que poderá acontecer. Seja menos repetitivo. Na educação infantil é necessário sequência didática. Tenha em mente que a criança só reproduz o que o adulto transmite, portanto seja organizado, organize o ambiente de convivência para que a criança possa se desenvolver nele nas suas competências socioemocionais de forma saudável.
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Notícias sobre a capacitação de educadores para Educação Infantil!
Comissão de Educação Infantil
Indicação nº 011/2015
Define critérios para oferta de Cursos de
capacitação para profissionais de apoio na
Educação Infantil, para o Sistema Municipal de
Ensino de Porto Alegre, conforme estabelece o §
1º do artigo 24 da Resolução nº 015/2014 do
CME/PoA.
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terça-feira, 29 de abril de 2014
A ansiedade de separação e individuação da criança e a entrada na educação infantil
A ansiedade de separação faz parte do desenvolvimento normal da criança, surgindo, aproximadamente, entre os cinco primeiros meses de vida e decaindo aos 18 meses, podendo persistir de forma suave até os cinco e seis anos de idade.
A entrada da criança na escola nos dois primeiros anos de vida tem sido cada vez mais freqüente, justamente no período em que a dupla ¨mãe-bebê¨ está vivenciando o processo de separação-individuação.
Entende-se por esse processo que até o final do primeiro ano as mães estão envolvidas e devotadas ao bebê e em estado dependente. Mas, até o final do primeiro ano de vida da criança as mães manifestam com mais clareza o desejo de retornarem o seu espaço e mostram-se mais independentes, como se a individuação crescente do bebê provocasse o resgate da sua individualidade como mulher.
Assim, inicia-se um período de diminuição da dependência corporal do bebê com sua mãe. Ele começa a desenvolver noções de locomoção como: engatinhar, levantar... Mostra interesse por objetos, buscando estimulação do ambiente. Então, o bebê já reconhece por volta dos cinco meses de idade, que ele e sua mãe são objetos separados. Está iniciando o processo de separação e individuação!
Antes havia uma simbiose, em que o bebê com sua mãe fossem a mesma pessoa.
Por volta de oito meses há a reaproximação em que a criança começa a engatinhar adquirindo, progressivamente, as habilidades necessárias para separar-se fisicamente da mãe. É o período em que a criança sente muita angústia, pois ainda não consegue reter, por muito tempo, a imagem da figura materna internamente, ou seja, quando a mãe se afasta ela entende que a mãe desapareceu e não irá mais voltar.
Assim, chamamos de ansiedade de separação, à medida que o bebê tem cada vez mais a consciência física de separação do corpo da mãe com o medo de ficar sem ela, por isso seus sentimentos vão oscilar entre ímpetos de independência e momentos de grandes apegos. O apego é saudável no seu devido tempo e processo, pois para poder ser independente é preciso ter que depender.
Por volta dos dois anos de idade, esse apego torna-se menos visível. A criança já tem condição cognitiva de entender quando a mãe explica que vai sair e voltar, ainda mais quando na relação mãe e filho foi adquirida a autoconfiança, sentindo-se capaz de relacionar-se bem com as outras pessoas e crianças.
A entrada na escola é um processo saudável e faz com que a criança avance nos seus aspectos sócio-afetivos e cognitivos, conquistando novos espaços.
Portanto, esse processo de separação e individuação faz parte e se caracteriza por oscilações de sentimentos nas crianças como: sentirem-se abandonadas, enraivecidas, batendo... Algumas até podem esconder seus sentimentos por algum tempo, parecendo dóceis e quietas; e outras podem até chorar, gritar, mostrarem-se mais agitadas, não comerem, não dormirem direito, até que adquirem confiança no professor. Esse processo é gradual.
As regressões são normais como: chupar o dedo, falar como bebezinho, não comer, não dormir como no habitual...
Às vezes adaptam-se bem nos primeiros dias, mas logo dão sinais de regressão.
O importante é que os pais e crianças estejam preparados para esta separação. Todos os pais se preocupam com a entrada da criança na escola e apresentam uma ansiedade normal, a qual pode manifestar-se sob inúmeras dúvidas quanto aos cuidados que serão oferecidos aos seus filhos.
È um desafio para todos: pais, crianças, professoras e equipe da escola.
Esse processo deve ser gradual, criterioso e com muita paciência.
A adaptação acontece positivamente quando os pais têm expectativas positivas, a satisfação com a entrada da criança nesse novo universo e a confiança na escola.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
A criança que fala palavrão...

Desde pequena a criança observa e imita o que está em seu convívio.
Apesar de a criança pequena ter idéia que não é correto falar determinadas "palavras"( palavrões), ela acaba falando por ouvir essas determinadas palavras pelos adultos, mesmo que não saiba o significado das mesmas. Pode até utilizar esses palavrões em determinadas situações de conflitos, intolerâncias às frustrações, "raiva", brigas, mas ainda não tem a idéia do real significado. Já os adultos utilizam os palavrões para expressarem seus descontentamentos, frustrações, raiva, conflitos... Em seu dia-a-dia, como em conflitos no trânsito, conflitos familiares ou pelo simples fato de estarem acostumados a esse vocabulário.
Mas o que acontece é que a criança repete o que ouve e começa a falar palavrão desde pequena, por volta dos seus dois anos de idade, quando utiliza da verbalização como forma de expressão, e reproduzindo o que "aprende" em seu vocabulário; pois a linguagem está ligada com a realidade que ela vive.
Então, como lidar com a criança que fala palavrão?
- Aos pais: revejam vocabulários, não utilizem palavrões perto dos seus filhos, controlem as suas expressões verbais e gestuais; não riam quando o seu filho(a) emitir palavrões, por mais engraçada que seja a situação, pois estarão dando reforço à repetição; aos pais que não utilizam palavrões não precisam se preocupar em afastar o seu filho(a) da criança ou adulto que utiliza dessas expressões, pois afinal, não se pode colocar a criança numa "bolha". Ela tem que aprender o que pode ser falado e o que não pode ser falado e seguido. Explique pra ela que essas palavras não se usam; estabeleça limites. Converse, se for o caso, com adulto de seu convívio e que fala palavrões para que não utilize essas expressões perto do seu filho(a).
-Aos educadores/professores: as dicas são as mesmas, mas sempre retomando as combinações com o grupo e conversando com a criança que fala palavrões para não utilizar no grupo; estabeleçam limites! Conversem com os pais; não sejam permissivas.
*** Um recurso muito legal e comportamental é combinar que a criança troque o palavrão por uma palavra diferente/engraçada. Ex. Trocar o palavrão por uma palavra mágica: Blãoblãoblão; Cadabum!
Deixo também a sugestão dos livros infantis com as crianças: "Camila Fala Palavrão" e "Luísa Fala Palavrão".
Cristiane Fraga S. Bohrz- Psicopedagoga
terça-feira, 23 de abril de 2013
domingo, 21 de abril de 2013
A psicopedagogia clínica e institucional
“ A Psicopedagogia é um campo de atuação em Saúde e Educação que lida com o processo de aprendizagem humana; seus padrões normais e patológicos, considerando a influência do meio - família, escola e sociedade - no seu desenvolvimento, utilizando procedimentos próprios da psicopedagogia”.
A intervenção psicopedagógica é sempre da ordem do conhecimento relacionado com o processo de aprendizagem.
A Psicopedagogia é de natureza interdisciplinar. Utiliza recursos das várias áreas do conhecimento humano para a compreensão do ato de aprender, no sentido ontogenético e filogenético, valendo-se de métodos e técnicas próprios.
O trabalho psicopedagógico é de natureza clínica e institucional, de caráter preventivo e/ou remediativo.
A Psicopedagogia estuda o processo de aprendizagem e suas dificuldades, tendo, portando, um caráter preventivo e terapêutico. Preventivamente deve atuar não só no âmbito escolar, mas alcançar a família e a comunidade, esclarecendo sobre as diferentes etapas do desenvolvimento, para que possam compreender e entender suas características evitando assim cobranças de atitudes ou pensamentos que não são próprios da idade. Terapeuticamente a Psicopedagogia deve identificar, analisar, planejar, intervir através das etapas de diagnóstico e tratamento.
A Psicopedagogia se ocupa da aprendizagem humana, advinda de uma demanda: o problema de aprendizagem, colocado num território pouco explorado, situado além dos limites da Psicologia e da própria Pedagogia.
O TRABALHO DO PSICOPEDAGOGO NA CLÍNICA
O psicopedagogo clínico trata das dificuldades de aprendizagem, através de atendimentos em sessões realizadas individualmente ou em pequenos grupos, em consultório.
Para a avaliação, o psicopedagogo, no encontro inicial com seus familiares, na anamnese, usa dois recursos importantíssimos: o “olhar” e a “escuta” psicopedagógica, que o auxiliará a captar através de atividades lúdicas, desenhos, testes próprios da psicopedagogia, atividades avaliativas, do silêncio, das expressões do sujeito, dados que possa explicar a causa do não aprender.
Após essa etapa, surge à hipótese diagnóstica, os encaminhamentos necessários, o acompanhamento, dentre outros procedimentos inerentes ao trabalho terapêutico como orientação aos pais e professores e também contato com outros profissionais das áreas psicológica, neurológica, fonoaudiológica e outras, para que todos possam contribuir no tratamento. O psicopedagogo deve ser um mediador em todo processo, indo além da simples junção dos conhecimentos da psicologia e da pedagogia.
Para a utilização dos procedimentos diagnósticos e terapêuticos adequados, a prática psicopedagógica clínica deve está envolvida na concepção de um sujeito que aprende possuidor de características biológicas, cognitivas e socioculturais singulares, que o constituem enquanto um ser único, tendo, portanto um modo de aprender e ensinar, também peculiares. O atendimento clínico deverá obedecer criteriosamente todas as etapas investigativas e analíticas, com vistas à formulação de hipóteses consistentes no sentido de levantar hipóteses diagnósticas dos elemeninterferem no desenvolvimento do sujeito que aprende, sejam eles orgânicos ou inorgânicos.
Na psicopedagogia clínica os procedimentos diagnósticos e terapêuticos, obedecem à observação de aspectos importantes, dentre eles a análise de fatores orgânicos, motores, cognitivos, intelectuais, emocionais, sociais e pedagógicos, fortalecendo, sobretudo o rigor científico necessário à afirmação da Psicopedagogia enquanto Ciência voltada para o sujeito que aprende.
O psicopedagogo, através do diagnóstico clínico, irá identificar as causas dos problemas de aprendizagem. Para isto, ele usará de instrumentos próprios que irão subsidiar as suas hipóteses.
Após a hipótese diagnóstica inicia-se a intervenção.
O psicopedagogo institucional na sua prática escolar tem papel de mediador, ele faz uma intervenção, “não apenas da aula”, sobre um tema. Essa intervenção é levantar hipóteses, rever conceitos, descobrir determinadas crenças sobre o aprender e o ensinar e assim permitir a construção de um espaço para troca de experiências e idéias, além de propor uma metodologia onde o refletir e o pensar não seja tarefa sem prazer, sem alegria, sem vida.
Considerando a escola responsável por grande parte da formação do ser humano, o trabalho do Psicopedagogo na instituição escolar tem um caráter preventivo no sentido de procurar criar competências e habilidades para solução dos problemas. Com esta finalidade e em decorrência do grande número de crianças com dificuldades de aprendizagem e de outros desafios que englobam a família e a escola, a intervenção psicopedagógica ganha, atualmente, espaço nas instituições de ensino.
Numa linha preventiva, o psicopedagogo pode desempenhar uma prática docente, envolvendo a preparação de profissionais da educação, ou atuar dentro da própria escola.
Na sua função preventiva, cabe ao psicopedagogo:
• Detectar possíveis perturbações no processo de aprendizagem;
• Participar da dinâmica das relações da comunidade educativa a fim de favorecer o processo de integração e troca;
• Realizar processo de orientação educacional, vocacional e ocupacional, tanto na forma individual quanto em grupo.
• Avaliar o processo metodológico na escola como um todo e orientar novas metodologias de acordo com as características dos indivíduos e do grupo; acompanhando a relação professor e aluno, aluno e aluno;
• Acompanhar o aluno que vem de outra escola, sugerindo atividades, buscando estratégias e apoio e quando necessários.
Acreditamos que, se existissem nas escolas psicopedagogos trabalhando com essas dificuldades, o número de crianças com problemas seria bem menor.
O psicopedagogo deve considerar que a escola, o professor e família interferem positiva ou negativamente no processo de aprendizagem.
Em relação à escola, avalia-se também a forma como está organizada, inclusive a sua estruturação hierárquica, sua orientação de trabalho, os conflitos internos e o seu projeto pedagógico.
Nos professores, observa-se:
• a forma de circulação do conhecimento utilizada;
• o comprometimento com o trabalho;
• o zelo pelo aluno e pela aprendizagem;
• as transferências realizadas durante a interação com cada estudante;
• o estímulo que é capaz de provocar ao apresentar seu saber;
• a formação que possui que o habilitará a identificar as dificuldades escolares a partir da interpretação dos processos mentais que levaram o aluno a responder desta ou daquela forma;
• a conduta pedagógica - se respeita ou não o conhecimento trazido pelo aluno.
Na família é possível observar:
• sua função social e as funções de cada elemento da família;
• as formas de circulação do conhecimento;
• as normas que a regulamentam;
• as resistências;
• a identidade dessa família (ideologias, crenças etc);
• as expectativas e conflitos.
A agressividade e suas manifestações na infância
Primeiramente, vamos definir o que é agressividade.
A agressividade é uma tendência em agir de forma intensa variável, desde expressões verbais, gestuais até agressão física, podendo ser parte de um conjunto de sintomas.
Na infância, do ponto de vista da teoria de aprendizagem social, o comportamento agressivo dá-se ante uma situação de conflito que provoca um sentimento de frustração na criança. O tipo de reação que terá a criança dependerá de como ela “sabe” reagir diante de uma situação conflitante. Dependerá de suas experiências prévias.
Conforme Winicott, a agressividade é vista em suas raízes como sendo algo de ordem inato, coexistentes com amor, constituindo uma das fontes de energia de um indivíduo, além de significar direta ou indiretamente uma reação à frustração.
Verificamos os impulsos agressivos desde muito cedo numa criança com ações primitivas como morder, bater, espernear, gritar... Como uma forma de expressar o que se passa no seu interior, já que ela não consegue ainda expressar falando o que sente.
Muitas vezes a agressividade pode ser sintoma de uma grande excitação da criança.
Já que a criança não sabe como canalizar agressividade, então ela acaba agredindo com mordidas, batendo nos colegas, dando beliscões, arranhando...
As crianças de um a três anos de idade tendem a ser mais agressivas, pois são primitivas ao pensarem e externalizarem os seus conflitos, as suas frustrações. Assim chamam a atenção dos adultos (família, cuidadores, professoras...).
A agressividade é evidenciada conforme a fase de desenvolvimento em que a criança se encontra. Como exemplo, as mordidas, demonstradas pela satisfação oral, com a zona da boca, como fonte de obter a satisfação imediata.
Ao longo da vida, a agressividade adquire formas diferentes de expressão. O bebê, por exemplo, usa o choro para comunicar seu desconforto, incluindo a agressividade. Aos poucos, adquire outros recursos para se manifestar e conhecer o mundo, tais como: colocar tudo na boca e morder, dar tapas, tocar e puxar. Esses comportamentos vistos como agressivos pelos adultos nada mais são do que a forma que o bebê possui de descobrir as coisas. Mais tarde, vendo como os pais reagem frente a esses comportamentos é que as crianças aprendem que puxando o cabelo da mãe ou empurrando um coleguinha conseguirão a atenção dos cuidadores. Outra questão é o aumento da necessidade da criança de testar os adultos e as regras: “até onde posso ir?”, “eles continuarão me amando se eu desobedecer?” Com o desenvolvimento da criança, a agressividade passa a ser utilizada também para chamar a atenção e marcar o seu espaço.
Para conferirmos que algo não está bem devemos conferir a intensidade e a freqüência.
Duas palavrinhas fundamentais que dão o alerta!
No mais a agressividade é inerente ao ser humano e faz parte da sobrevivência, das relações com o meio como forma de o indivíduo lutar pelo seu espaço e obter seus objetivos. Será preocupante se estiver em excesso, prejudicando a própria criança e as demais com as quais convive. Se um dia ou outro uma criança mordeu, bateu, beliscou não quer dizer que ela está agressiva. Não é motivo para preocupação nem por parte da família do que “agrediu” e nem por parte da família da criança que “foi agredida”.
No caso de ser intenso e freqüente deve ser observada e investigada pela família e escola.
Deve ter intervenção constante por parte dos adultos (família e escola), através de...
- Compreensão pelos pais e educadores que a criança está em conflito e precisa de ajuda, conversando com ela e deixando claro que não gostam daquele comportamento agressivo.
-Olhar nos olhos da criança e falar com firmeza sobre o que não gostou, sem grandes discursos e sem agressões.
-Não bater e não revidar as birras, mantendo paciência.
-Não proporcionar castigos e, sim, intervenções verbais e firmes na hora do comportamento.
-Não fale demais!Ordene com firmeza sem gritar.
Atenção...
*** A birra é normal quando acontece esporadicamente.
*** A agressividade infantil é uma forma de implorar limites!
*** A avaliação psicológica, conforme a continuidade da agressividade pode ser necessária.
*** Atividades físicas, artísticas, musicais são recomendadas para as crianças canalizarem a agressividade.
Cristiane Fraga Bohrz
O.E./Psicopedagoga
domingo, 30 de setembro de 2012
O caráter formativo da avaliação na Educação Infantil
Entendo por avaliação a prática contínua de observações da criança e suas interações com a troca de aprendizagens com o meio e como o professor e educador conduz e proporciona a construção do conhecimento em um caráter formativo, construído dia-a-dia, registrado continuamente, reavaliado constantemente, a fim de proporcionar um feedback para o seu trabalho, para o trabalho da escola e para a família da criança. Assim a avaliação é de todos: criança, educadores, professores, prática pedagógica da escola, equipe multidisciplinar e família.
No Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, a avaliação é entendida, “...prioritariamente, como um conjunto de ações que auxiliam o professor a refletir sobre as condições de aprendizagens oferecidas e ajustar sua prática às necessidades colocadas pelas crianças. É um elemento indissociável do processo educativo que possibilita ao professor definir critérios para planejar atividades e criar situações que gerem avanços na aprendizagem das crianças. Tem como função acompanhar, orientar, regular e redirecionar esse processo como um todo.”
Nessa citação, a avaliação na educação infantil surge identificada como avaliação formativa:a observação contínua e sistemática do desempenho nos processos de aprendizagens vivenciados pelas crianças. Tendo como objetivo reorientar e melhorar a ação educativa, a observação e o registro constituem o principal instrumento de que o professor da educação infantil dispõe para apoiar e aperfeiçoar a sua prática pedagógica. A avaliação deve permitir que as crianças compartilhem das observações e registros sobre o seu desempenho, vibrando com suas conquistas e tomando consciência de suas dificuldades. A avaliação deve ainda permitir que os pais, inteirados do projeto educativo da instituição, possam acompanhar de perto a prática educativa vivenciada por seu filho ou filha, compreendendo os objetivos propostos e as ações desenvolvidas.
As características da avaliação na educação infantil (global, contínua e formativa) permitem ao professor direcionar sua prática educativa, respeitando as potencialidades das crianças, proporcionando a elas grande quantidade e variedade de experiências de aprendizagens, de modo que alcancem um maior desenvolvimento de suas capacidades. A observação direta e sistemática da criança, frente ao processo de construção e reconstrução de conhecimentos, permite ao professor, adequar a intervenção educativa, e, à criança, a tomada de consciência de suas aprendizagens.
Portanto, estamos expressando nesse parecer descritivo o acompanhamento do processo do seu filho(a) neste primeiro semestre e não, meramente , uma avaliação baseada em expressar e diagnosticar resultados.
O que nos cabe como agentes da educação é acompanhar e orientar o desenvolvimento das capacidades biopsicossociais, cognitivas e psicomotoras no seu desenvolvimento global, bem como expressar à família o desenvolvimento, até o momento, do que construímos, do que precisamos reconstruir, evoluir e, ou, até mesmo, repensarmos juntos em favor do desenvolvimento da criança.
Cristiane Fraga S. Bohrz- Psicopedgoga
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
A escola que cuida... E educa!
Prestes ás comemorações da Semana das Crianças...Vale pensar e repensar.
" Para cuidar é preciso antes de tudo estar comprometido com o outro, com sua singularidade e ser solidário com suas necessidades, confiando em suas capacidades. Disso depende a construção de um vínculo afetivo entre quem cuida e é cuidado." ( RCNEI, vol.1, p.75, MEC/SEF, 1998).
Trabalhar com crianças pequenas, não é tarefa fácil, pois cada um tem seus interesses e necessidades individuais.
Cada vez mais a educação infantil torna-se o início da vida social da criança, mais cedo, em que permanece, por um período, diário, longe do ambiente familiar.
A Ed. Infantil tem um marco de reconhecimento como primeira etapa da educação básica, tendo como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade incompletos(atualmente), com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, sancionada em dezembro de 1996 sendo a primeira vez que a "Ed. Infantil" aparece numa lei nacional de educação.
A criança é um ser de direito social! A criança como ser social de direitos recebe garantia de um desenvolvimento integral assegurado por lei.
A educação é um direito e não mais um "artifício" para atender as necessidades dos pais.
As instituições assumem a "concepção" de cuidar e educar como atos indissociáveis, de forma intencional e essencial e não, meramente, assistencial.
"O cuidado na Ed. Infantil é uma ação cidadã, onde educadores- pessoas conscientes dos direitos das crianças , empenham em contribuir favoravelmente ao crescimento das mesmas.
O cuidar é visto assim como uma prática pedagógica e como forma de mediação, que se constitui pela interação através da dialogicidade e quer possibilitar à criança leituras da realidade e apropriação de conhecimentos.
Cuidar e educar significa compreender que o espaço/tempo em que a criança vive exige seu esforço particular e a mediação dos adultos( escola e família) como forma que estimulem a curiosidade com consciência e responsabilidade.
A importância da Educação na vida de qualquer ser humano é incontestável, sendo a Ed.Infantil o início para a educação formal, mas vale ressaltar o papel da família neste processo. E esta também tem o caráter do cuidar essencial, que vai além do cuidar assistencial. O essencial se faz com atitudes de respeito, carinho, contemplando não só as necessidades fisiológicas, mas áquelas que constróem o "eu" interno da criança, que entende os seus conflitos e necessidades da alma. È o cuidar e o educar para a vida como ser social e saudável na sua amplitude de viver e conviver.
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Desenvolvimento Infantil … Etapas a serem vivenciadas
De repente o bebê cresceu! E os pais como percebem e recebem essa evolução?
O desenvolvimento humano é inerente a todos e a trajetória que a criança percorre inicia quando começa a deixar de ser um bebê, que, até então, era dependente total da mãe e ou do responsável.
Esse desenvolvimento acontece através de condições biopsicossociais, ou seja, biológicas, psíquicas e sociais relacionadas a sua condição de maturação interna fisiológica, bem como às condições psíquicas e sociais que a família e as demais pessoas de convivência da criança permitem em que ela se desenvolva sadiamente, evoluindo na sua independência e autonomia.
Esse desenvolvimento não acontece de forma linear e, sim, gradual. É normal que a criança durante o processo tenha avanços com retrocessos, como exemplo, na retirada das fraldas. E cada criança vivencia o seu desenvolvimento de forma única.
O bebê (de 0 a 2 anos) que necessita mais de cuidados quanto a sua higiene, até por não controlar ainda os esfíncteres(xixi e cocô) escovar os dentes, colocar os seus pertences no lugar, andar sozinho...Já por volta dos 3 anos necessita e deve ser estimulado quanto às iniciativas de higiene, locomoção, alimentação...
Os pais, responsáveis, educadores podem proporcionar esses avanços através de atitudes tais como:
- Deixando a criança comer sozinha, supervisionando e auxiliando quando necessário;
- Levando a criança na escola pela mão, não no colo, para as crianças que já caminham sozinhas;
-Deixando com que a criança se aproprie dos seus pertences, possibilitando que elas carreguem os seus brinquedos, materiais, usando o bom senso sempre;
- Experimentando a escovação dental, procedendo com sua higiene, mesmo que depois o adulto repasse a higiene bucal, principalmente, como atividade de rotina à noite com a família;
- Possibilitando que a criança faça a sua higiene do xixi sozinha, próximo aos quatro anos de idade, supervisionado pelos adultos e que isso se desenvolva também para a hora cocô;
-Incentivando o guardar dos seus brinquedos, materiais...
-Possibilitando a retirada de algumas peças de roupas e se vestindo sozinha.
-Enfim... O que poça ser atribuída á faixa etária, conforme o seu desenvolvimento.
É importante observar que essas atitudes que incentivam a autonomia e a independência também auxiliam para o desenvolvimento também intelectual e moral da criança, bem como nas suas relações de “passagens” ás rotinas adaptativas com novos educadores na escola, ou ao início da freqüência da criança na escola.
Deve-se levar em conta que tanto antecipar etapas, como não estimular a criança, pode ser geradores de futuros conflitos.
Cabe á família e á escola conhecer e respeitar os passos do desenvolvimento infantil.
Os pais são os incentivadores para que a criança se sinta motivada para o seu próprio desenvolvimento, evidenciando tranqüilidade, a fim de que ela percorra a sua caminhada natural da vida. Esse processo é saudável quando os mesmos “permitem” que seus filhos CRESÇAM(sentando, engatinhando, caindo, levantando, caminhando, correndo...), experimentem sensações e trocas de experiências com o meio, proporcionando a construção do conhecimento.
A escola é a continuidade dessa caminhada e tem o seu papel definido nas suas atribuições de CUIDAR, mas principalmente como promotora de APRENDIZAGENS. Ambas devem ser aliadas e interadas para o progresso da criança, atento ás suas necessidades, de acordo com suas incumbências, solucionando as dúvidas, os conflitos e os retrocessos, através do diálogo e traçando manejos em conjunto.
O desenvolvimento humano é inerente a todos e a trajetória que a criança percorre inicia quando começa a deixar de ser um bebê, que, até então, era dependente total da mãe e ou do responsável.
Esse desenvolvimento acontece através de condições biopsicossociais, ou seja, biológicas, psíquicas e sociais relacionadas a sua condição de maturação interna fisiológica, bem como às condições psíquicas e sociais que a família e as demais pessoas de convivência da criança permitem em que ela se desenvolva sadiamente, evoluindo na sua independência e autonomia.
Esse desenvolvimento não acontece de forma linear e, sim, gradual. É normal que a criança durante o processo tenha avanços com retrocessos, como exemplo, na retirada das fraldas. E cada criança vivencia o seu desenvolvimento de forma única.
O bebê (de 0 a 2 anos) que necessita mais de cuidados quanto a sua higiene, até por não controlar ainda os esfíncteres(xixi e cocô) escovar os dentes, colocar os seus pertences no lugar, andar sozinho...Já por volta dos 3 anos necessita e deve ser estimulado quanto às iniciativas de higiene, locomoção, alimentação...
Os pais, responsáveis, educadores podem proporcionar esses avanços através de atitudes tais como:
- Deixando a criança comer sozinha, supervisionando e auxiliando quando necessário;
- Levando a criança na escola pela mão, não no colo, para as crianças que já caminham sozinhas;
-Deixando com que a criança se aproprie dos seus pertences, possibilitando que elas carreguem os seus brinquedos, materiais, usando o bom senso sempre;
- Experimentando a escovação dental, procedendo com sua higiene, mesmo que depois o adulto repasse a higiene bucal, principalmente, como atividade de rotina à noite com a família;
- Possibilitando que a criança faça a sua higiene do xixi sozinha, próximo aos quatro anos de idade, supervisionado pelos adultos e que isso se desenvolva também para a hora cocô;
-Incentivando o guardar dos seus brinquedos, materiais...
-Possibilitando a retirada de algumas peças de roupas e se vestindo sozinha.
-Enfim... O que poça ser atribuída á faixa etária, conforme o seu desenvolvimento.
É importante observar que essas atitudes que incentivam a autonomia e a independência também auxiliam para o desenvolvimento também intelectual e moral da criança, bem como nas suas relações de “passagens” ás rotinas adaptativas com novos educadores na escola, ou ao início da freqüência da criança na escola.
Deve-se levar em conta que tanto antecipar etapas, como não estimular a criança, pode ser geradores de futuros conflitos.
Cabe á família e á escola conhecer e respeitar os passos do desenvolvimento infantil.
Os pais são os incentivadores para que a criança se sinta motivada para o seu próprio desenvolvimento, evidenciando tranqüilidade, a fim de que ela percorra a sua caminhada natural da vida. Esse processo é saudável quando os mesmos “permitem” que seus filhos CRESÇAM(sentando, engatinhando, caindo, levantando, caminhando, correndo...), experimentem sensações e trocas de experiências com o meio, proporcionando a construção do conhecimento.
A escola é a continuidade dessa caminhada e tem o seu papel definido nas suas atribuições de CUIDAR, mas principalmente como promotora de APRENDIZAGENS. Ambas devem ser aliadas e interadas para o progresso da criança, atento ás suas necessidades, de acordo com suas incumbências, solucionando as dúvidas, os conflitos e os retrocessos, através do diálogo e traçando manejos em conjunto.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
TOMAZ LIMA CANTA : os quatro elementos
Uma ótima música para trabalhar o conceito de preservação, a partir dos quatro elementos da natureza, utilizando como cantiga de roda.
domingo, 23 de outubro de 2011
o crescer 2011
A importância das tarefas de EDUCAR e CUIDAR na educação infantil na concepção do SER como criança.São múltiplas as tarefas, são múltiplos os olhares. São tarefas indissociáveis, promotoras de aprendizagens a partir de práticas lúdicas, desafiadoras, investigadoras às descobertas infantis.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Orelha de Limão...trabalhando as diferenças a partir da literatura infantil
Repertório rico para se trabalhar as diferenças com as crianças o livro ORELHA DE LIMÂO retrata uma pequena ovelha igual a todas as outras,com uma orelha na cor limão.È uma leitura para se fazer uma reflexão com as crianças sobre a inclusão, as diferenças,auto-imagem e aceitação de si e do outro, enquanto pessoas vivendo num meio. Resgata a auto-valorização e o respeito de si próprio, enquanto membro pertence a um grupo.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Respeitando as diferenças: Incumbência primária da família

Quando falamos em inclusão social,abrangemos um todo,nas mais variadas diferenças.
Sim diferenças!!!
Somos diferentes e o mais incrível, hoje, é ser diferente e não igual.
Essa é a idéia para se trabalhar AS DIFERENÇAS com as crianças.
A inclusão deve ser trabalhada a partir da nossa própria imagem, da imagem do outro e de como é importante o SER DIFERENTE, no sentido de que ninguém é igual a ninguém.
A inclusão não é apenas a idéia específica dos portadores de necessidades especiais.È isso, mas muito mais que isso. È extensivo a todos. SOMOS DIFERENTES no jeito de ser. Somos diferentes nas maneiras que nos expressamos, na maneira que nos vestimos, somos diferentes no que gostamos... no que acreditamos...
O conceito é amplo. É trabalhar na criança o respeito às diferenças de crenças, etnias, culturas... e conceitualizar a inclusão.
Inclusão social tem como conceito uma ação que combate a exclusão social geralmente ligada a pessoas de classe social, nível educacional, portadoras de necessidades física e mental, idosas ou minorias raciais entre outras que não têm acesso a várias oportunidades.
O papel dos pais é fundamental na construção de futuros cidadãos. Cidadãos que não compartilharão de exclusões feitas a partir de diferenças de cor de pele,de cabelo, de cor dos olhos,altura, peso... e muito menos com a falta da integração das pessoas com necessidades especiais e do idoso na sociedade.
O homem é um ser social por natureza, necessitando para sua
sobrevivência física e emocional de estar integrado e participando da vida
comunitária de um grupo. É a partir das normas, valores e representações do
grupo social ao qual pertence, que a pessoa desenvolve sua personalidade, autoimagem,
e maneira de ser no mundo (Glat, 1989; 1995).
E a família, como grupo social primário, desempenha uma função formativa
e determinativa no desenvolvimento cognitivo-afetivo do indivíduo e no modo
como este se situa e interage na sociedade. É através da identificação com os primeiros “outros significativos”- mãe, pai e demais membros da família - e das reações destes ao seu comportamento que a criança tem seu primeiro contato com o mundo e aprende a desenvolver os papéis e atitudes essenciais para seu processo de socialização,ou seja, é a partir dos exemplos, das atuações e dos conceitos verbais que estes passam aos filhos.
A inclusão inicia com exemplos de atitudes em casa e como processo extensivo, secundário e continuado aos educadores na escola.
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