sábado, 21 de maio de 2011

Educação infantil e a Sustentabilidade do Planeta

Você sabe o que é Sustentabilidade do Planeta?
SUSTENTABILIDADE DO PLANETA, não podemos deixar de promover esse conceito entre os pais, crianças e colaboradores da escola. Então, o que seria a sustentabilidade do planeta ?
È a capacidade de usar os recursos naturais e, de alguma forma, devolvê-los ao planeta através de práticas ou técnicas desenvolvidas para este fim.
É aplicar os princípios de REDUZIR, REUTILIZAR E RECICLAR !
A reutilização do lixo é realizada de diferentes formas, por exemplo, a utilização dos sacos plásticos de supermercado como saquinhos de lixo em casa. Também os artistas plásticos e as escolas contribuem imensamente para a construção de brinquedos, peças de decoração e artes diversas com embalagens descartáveis.
A reciclagem é outra forma importante de gerenciamento de resíduos, pois transforma o lixo em insumos, com diversas vantagens ambientais. Dentre elas a economia dos recursos naturais e o bem-estar da comunidade.
Para a realização da reciclagem e reutilização do lixo é necessária a separação dos diferentes lixos desde sua "produção", ou seja, desde a lixeira de casa/trabalho precisa-se separar o lixo "sujo e molhado", o chamado lixo orgânico, do lixo seco e limpo, ou seja, dos plásticos, papéis e metais. Além da separação de outros lixos específicos como os vidros e os óleos de cozinha.
A sustentabilidade começa desde cedo... Ajude a promover esse conceito nas crianças.Faça a sua parte.

Desenvolvimento Sustentável - Vídeo Educacional

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Adaptação:

Entendendo mais...

Ao falarmos em adaptação escolar nos reportamos ao significado da separação.
A separação inicia no momento em que nascemos, onde deixamos um lugar aconchegante “desbravando” o mundo exterior, desconhecido, cheio de luzes e barulho. Ao longo da vida vivenciamos diversas separações no nosso desenvolvimento, como exemplo: desmamar, aprender a andar, retirar as fraldas, dormir no quarto sozinho, vivenciar a mudança de um amigo, trocar de namorado, se formar na faculdade, trocar de emprego, vivenciar um casamento, vivenciar um “divórcio”.
Nas vivências de separações existe um potencial de crescimento e de mudança nessas experiências, mesmo que predomine uma sensação temporária de perda.
Entendendo os sentimentos das crianças na adaptação....
No início da vida escolar as crianças podem sentir-se abandonadas, deixadas de lado, desprezadas, tristes, com medo, com raiva. E podem expressar-se com choros, gritos, batendo, com mau-humor, ficando quietas e até ficando dóceis.
Há crianças que apresentam problemas com essa sensação de separação. Há crianças que não apresentam problemas. As que não apresentam problemas exploram o ambiente, exploram os brinquedos, gostam de novidades, gostam de estar com outras crianças. As que apresentam demonstram o oposto.
O que as crianças esperam? Que todos os adultos ajam e tenham comportamentos semelhantes aos seus próprios pais. Por isso, é preciso ter um tempo para que elas se adaptem ao novo adulto- professor- que estão conhecendo. É normal que se sintam preocupadas em que não irão cuidar delas, que não saberão ir para a casa sozinhas, que não vão encontrar os seus pais e ou que seus pais não irão mais encontrá-las, pois para as crianças pequenas estar fora de vista é, muitas vezes, estar fora da memória. As refeições e o soninho são lembranças fortes de suas casas. Muitas vezes, seus sentimentos são grandemente ativados nestes momentos. Portanto, são atividades que devem ser introduzidas uma de cada vez. Pode parecer que a pessoa amada não vai mais voltar. Isso tudo vai desaparecendo com o tempo e paciência.
A criança que apresenta um comportamento muito bom, aparentando estar quieta e obediente ou querendo conhecer tudo na escola entrando e se relacionando facilmente, não quer dizer que não vão apresentar qualquer recusa em permanecer na mesma, pois lembre-se... Ela está em processo de adaptação. E isto quer dizer... Elaborando a separação. É importante que reaja frente a essa experiência. Mesmo a mais quieta também está mostrando reação à separação. Muitas evidenciam comportamentos regressivos, se queixando, implorando para não ser levada `a escola, se recusando a brincar, se agarrando firmemente na mãe, chupando o dedo, evidenciando sentimentos de tensão na hora da comida, mostrando problemas no controle da urina e perturbações no sono. Esses comportamentos são repetições já vivenciadas pelas crianças no seu desenvolvimento. E essas repetições são necessárias e importantes para que a criança tenha uma boa adaptação, adquirindo uma autoconfiança. Todos esses comportamentos são comuns no início da fase escolar.
Com as outras crianças elas demonstram a dificuldade de lidar com a separação. Isso pode ser observado através da agressividade ou afastamento.
Quando os pais voltam elas podem não querer voltar mais para casa e não deixarem os pais as abraçarem. Isso ocorre devido ao fato de passarem tentando elaborar a idéia de controlar o sentimento de terem sidas deixadas na escola. E isso é normal.
Para haver a adaptação tem que haver a separação e se procede entendendo as condições das crianças e seu mundo interior.
E os sentimentos dos pais...
Os pais se sentem preocupados com os cuidados dos seus filhos, se irão compreendê-los, se irão gostar deles e como será se o filho se comportar mal? E se o filho preferir o professor? E se o filho se machucar? Se o professor é confiável? Enfim... Normal todos esses pensamentos.
Aos pais é necessário verificar as suas primeiras experiências em relação à separação e á escola.
Confiar na equipe parece ser a parte mais importante para a resolução dos sentimentos de ansiedade. Para se fazer uma boa adaptação é importante que se tenha confiança na escola e nos seus educadores. Portanto, a sua escolha é fundamental nesse processo.
Aos pais é importante que conversem com as crianças explicando que irão pegá-las e que é importante a sua ida para a escola para ter amizades e aprendizagens, se despedindo dos seus filhos quando forem embora, pois mesmo quando os pais se despedem do seu filho e , o mesmo mostra um desconforto, a caminhada nesse processo está se construindo positivamente, pois se dá um passo em direção da autoconfiança e do autocontrole.
A adaptação se procede com critério e paciência e se completa por volta de seis semanas.
Espero ter auxiliado na compreensão desse processo, porque mesmo sendo doloroso é fundamental na socialização e aprendizagens da criança.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Escola e Família: Educação aliada!

“A Educação Infantil é a primeira etapa da educação básica, tendo como finalidade o desenvolvimento integral da criança em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade”.
Nesse complemento de educação entre escola e família é que se instala a pergunta: quais as atribuições da família no acompanhamento da criança nesse universo infantil?
A educação infantil incorpora de maneira integrada as funções de educar e cuidar. Cumpre um papel socializador, propiciando o desenvolvimento da identidade das crianças, por meio de aprendizagens diversificadas, realizadas em situações de interação, isto é Educar!
O Cuidar é ter um olhar individual para com a criança enquanto os seus anseios e necessidades biopsicossociais, oportunizando carinho e afeto com ela. O Educar e o Cuidar são tarefas indissociáveis.
No dia-a-dia a escola cumpre com tantas funções que não podemos esquecer qual a sua representação na vida da criança. Sabemos que é uma instituição em que os pais confiam os seus filhos num período em que estão “ausentes” por suas funções profissionais ou de seus afazeres. A Educação Infantil fica com a competência de atender de maior maneira possível as necessidades de cuidados da criança, mas não podemos sucumbir à escola infantil meramente num caráter assistencialista de cuidados básicos e de educação assistematizada. Cumprem a ela as tarefas de educar e cuidar e à família cumpre o papel básico da educação das crianças e o acompanhamento do seu desenvolvimento e de apoio às necessidades básicas das mesmas, cuidando com as transferências de responsabilidades, participando efetivamente na sua rotina.
Família e escola “caminham” juntas e são aliadas para o desenvolvimento da criança.



Referenciais informativos:
-Referencial Curricular nacional para a Educação Infantil;
-Estatuto da Criança e do Adolescente;
- lei nº 9394 20/12/96- LDB

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A Criança Independente: PROTEGIDA OU DESPROTEGIDA?



A pergunta é: como criar uma criança independente?

SUJOU...

BATEU...

CAIU...
ESCORREGOU...


Em primeiro lugar vamos definir o que é uma criança independente. A criança independente é aquela tratada com autonomia, inteligente, jovem,capaz e não aquela que não é capaz de se movimentar com a ajuda contínua de uma outra pessoa. É aquela que conquista o seu espaço nos pequenos atos como comer, se locomover, pular, saltar... É aquela que antigamente queria explorar o espaço, experimentando-o com desenvoltura, ou seja, é aquela que antigamente subia em árvores , em muros ,caia , arranhava os joelhos , os braços, as pernas... como coisas de criança. É aquela que brincava de esconde- esconde, podendo até se - peixar- com o amiguinho(a), fazendo um galo lá que outro... é aquela que brincava de taco, pulava corda e brincava de pega-pega...E hoje o que se vê? Crianças cada vez mais explorando os parquinhos in door, com equipamentos de superproteção, play grounds super protegidos em que se esquecem que para a criança aprender a viver ela tem que conviver, experimentar e que, por vezes, aquele arranhãozinho faz parte! Não se está falando de negligenciar a criança, mas de atendê-la e deixar que ela experimente, VIVA! CUIDAR é diferente de superproteger. Os adultos estão tão submersos aos horrores da mídia que acabam passando para seus filhos esses medos. É importante transmitir segurança aos filhos, pois eles aprendem com as atitudes dos pais!

A crítica é : aquilo que simplesmente era normal, saudável, feliz para o desenvolvimento da criança agora passa para perigoso. Um comparativo claro é de como eram as pracinhas- parquinhos- das crianças antigamente: com areia e de madeira e com bancos de cimento. As de hoje: com materiais de PVC e grama sintética. Obviamente, acompanhando a tecnologia e recursos cada vez mais avançados capazes de reduzir traumatismos e ferimentos, um ponto ótimo, mas serve para fazer uma paralelo à criança de hoje a de antigamente. A concepção de criança nos dias atuais é aquela com senso crítico e participativo bem mais que há uns 20 anos atrás, mas tem perdas no sentido do seu universo corporal e psicomotor pelo abafamento dessa proteção demasiada dos adultos.

Aos adultos: pais, educadores, cuidadores cabe o bom senso sempre aos cuidados demasiadamente exagerados e a quanto estão fazendo alusões aos pequenos acontecimentos que fazem parte do sadio desenvolvimento da criança nos seus aspectos biopsicomotores.

O mito da culpa dos pais por não serem responsáveis o suficiente e que os cuidadadores os substituirem tem de ser desmistificado.


Um pouco mais sobre o assunto...


Filhos são como navios


Ao olharmos um navio no porto, imaginamos que ele esteja em seu lugar mais seguro, protegido por uma forte äncora.

Mal sabemos que ali em preparação, abastecimento e provisão para se lançar ao mar, ao destino para o qual foi criado, indo ao encontro das próprias aventuras e riscos.

Dependendo do que a força da natureza nos reserva, poderá ter que desviar da rota, traçar outros caminhos ou procurar outros portos.

Certamente retornará fortalecido pelo aprendizado adquirido, mais enriquecido pelas diferentes culturas percorridas.

E haverá muita gente no porto, feliz a sua espera.

Assim são os filhos.

Estes tem nos pais o seu porto seguro até que se tornem independentes.

Por mais segurança, sentimentos de preservação e de manutenção que possam sentir junto aos seus pais, eles nasceram para singrar os mares da vida, correr seus próprios riscos e viver suas próprias aventuras.

Certo que levarão consigo os exemplos dos pais, o que eles aprenderam e os conhecimentos da escola, mas a principal provisão, além das materiais, estará no interior de cada um: A CAPACIDADE DE SER FELIZ.

Sabemos,no entanto, que não existe felicidade pronta, algo que se guarda num esconderijo para ser doada, transmitida a alguém.

O lugar mais seguro que o navio pode estar é o porto, mas ele não foi feito para permanecer ali.

Os pais também pensam que sejam o porto seguro dos filhos, mas não podem se esquecer do dever de prepará-los para navegar mar a dentro e encontar o seu próprio lugar onde se sintam seguros, certos que deverão ser, em outro tempo, este porto para outros seres.

Ninguém pode traçar o destino dos filhos,mas deve estar consciente de que na bagagem devem levar valores herdados como: HUMILDADE,HUMANIDADE, HONESTIDADE,DISCIPLINA,GRATIDAO E GENEROSIDADE.

Filhos nascem dos pais, mas devem se tornar cidadãos do mundo. Os pais podem querer o sorriso dos filhos, mas não podem sorrir por eles. Podem desejar e contribuir para a felicidade dos filhos, mas não podem ser felizes por eles.

A FELICIDADE CONSISTE EM TER UM IDEAL A BUSCAR E TER A CERTEZA DE ESTAR DANDO PASSOS FIRMES NO CAMINHO DA BUSCA.

Os pais não devem seguir os passos dos filhos e nem devem estes descansar no que os pais conquistaram.

Devem os filhos seguir de onde os pais chegaram, de seu porto, e, como navios, partirem para conquistas e aventuras. Mas, para isso, precisam ser preparados e amados, na certeza de que: " Quem Ama Educa."

" Como é difícil soltar as amarras".

(Içami Tiba)