segunda-feira, 31 de agosto de 2009


"A mentira infantil cai na real "

Por que a criança mente? O que é verdade e o que é fruto da imaginação?
A mentira na infância tem sido algumas das dúvidas entre os pais e educadores. Abaixo segue a explicação.
Entre os três e sete anos de idade a confusão entre fantasia e realidade é normal e faz parte de uma fase crucial do desenvolvimento da criança, mas é necessário alertar aos pais para a necessidade de observarem as ‘mentiras’ arquitetadas pela criança para que ela possa se livrar de alguma responsabilidade ou levar outro tipo de vantagem.
A melhor reação ao ouvir uma "história cabeluda" contada pela criança é a de não acreditar em tudo nem duvidar completamente. É preciso cautelar para filtrar a realidade.
O ideal é posicionar-se no meio-termo, já que o excesso de fantasia pode revelar o egocentrismo elevado, pois a criança ainda não consegue se colocar no ponto de vista do outro e tudo “gira” em torno de si, ou seja, as suas vontades e os seus desejos fazem tender a imperar.
Até, aproximadamente, os sete anos a criança utiliza símbolos para se expressar, pois tem um pensamento mágico sobre as coisas. Mas a partir dos sete anos as crianças já trocam essa simbolização pela compreensão de uma linguagem mais concreta e mais elaborada. Numa idade mais avançada, perto dos 10 anos, histórias fantasiosas freqüentes, podem até revelar um problema mais sério a ser diagnosticado como mitomania ( tendência doentia a mentir). Um dos indícios dessa doença é a permanência do “amigo imaginário! - Que na faixa etária de crianças na educação infantil é normal.
Mas como lidar com a imaginação fértil dos filhos?
- Não insista imediatamente no assunto. Peça para a criança contar a história novamente algumas horas depois e compare versões.
- Não é prudente apenas dizer à criança que ela está mentindo ou chamá-la de mentirosa. É necessário explicar, com calma, as consequencias negativas de uma mentira, com exemplos práticos. Se prejudicar alguém, deixe claro o porquê é errado fazer isso.
- Para saber a exatidão dos fatos, prefira algumas perguntas genéricas. Ex: o que aconteceu na escola?Ao invés de – Quem te bateu na escola? Pois neste caso só pode-se obter sim ou não como resposta.
******* As crianças são muito suscetíveis à influência dos pais. Se eles costumam mentir ou encobrir mentiras, os filhos tendem a imitar este comportamento.
- Entenda que a fantasia é importante para o desenvolvimento da criança. Estimule-a de forma saudável e criativa. Recorra aos símbolos para falar de assuntos complicados como sexo, morte e dinheiro.


Fonte: revista Veja- pags 120 e 121 de 2 de maio de 2001

segunda-feira, 8 de junho de 2009

05 de junho - Dia Mundial do Meio Ambiente

Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, achei este comercial (uma animação primorosa) feito para a Água Mineral Evian, chamado "Waterboy", sobre as estados físicos da água. A trilha sonora é uma versão remixada do Queen's "We will rock you". Vale a pena ser exibido e mostrado às crianças. A autoria é da agência francesa BETC Euro RSCG de Paris para a EVIAN.

CONFIRA!!!!

Fica a dica para o uso racional da água!!!

terça-feira, 19 de maio de 2009


O que é Bullying?

O termo "bullying '' não tem tradução para o português, mas refere-se, em inglês, à atitude de um bully que quer dizer: valentão!
Essa forma de violência não é novata e sempre existiu em escolas, famílias, universidades, no trabalho, na vizinhança... e é até comum entre crianças de 3 a 4 anos de idade, pertencentes à educação infantil. O bullying compreende todas as formas de atitudes agressivas, sendo intencionais e repetitivas, sem motivação evidente, adotadas por uma ou mais pessoa(s) contra outra(s), causando dor, angústia e violência emocional em ações como: colocar apelidos, zoar, ofender, humilhar, fazer sofrer, tiranizar, amedrontar...agredir, bater. Se estabelece uma ação entre o opressor e o oprimido sem causas sensatas.
Apelido inofensivo?Não!!!
O que, aparentemente, pode parecer inofensivo e até engraçadinho perante os olhos de adultos , crianças e adolescentes pode mascarar essa prática de violência psicológica em qualquer contexto social. Vai muito mais além de uma simples brincadeirinha sem graça! As crianças e adolescentes que sofrem a essas humilhações podem somatizar em doenças psicossomáticas, apresentar baixo rendimento escolar e algum trauma que influencie na sua personalidade. Geralmente, reclamam de dor física para ir para a escola, se tornam mais isoladas e até mesmo agressivas. O problema piora quando o adulto : educadores, pais, amigos, familiares, vizinhos... compactuam com essa prática, até por se acustumar com ela e não ter uma crítica de responsabilidade sobre a mesma.
Até podem se omitir por medo ou insegurança frente às condutas a serem tomadas sobre essas ações. As vítimas dessas agressões tendem a ter problemas com obesidade, estatura, deficiência física e também são discriminadas por aspectos culturais, étnicos e religiosos. Às vezes, também, acontece o "bullying" com a criança e/ou adolescente que chama a atenção como: a(o) menina(o) bonita(o) que acaba sendo perseguida(o) pelos colegas.
Também pode acontecer com o "mais inteligente" da turma... Quem, normalmente, agride são crianças e adolescentes que se evidenciam como líderes e, também, como os mais populares na turma.
E essas crianças, necessitam de uma "ajuda" psicológica, até para que se evite um adulto que pratique, mais tarde, a violência como: atitudes delinquentes ou criminosas.O papel do adulto é fundamental na prevenção do Bullying, incentivando sempre a solidariedade e o respeito às diferenças . A responsabilidade é de cada um e nada de colocar "panos quentes" e ser conivente com essas atitudes.

Leituras que recomendo:

Filhote de Cruz-Credo - Fabrício Carpinejar
Ilustrações de Rodrigo Rosa
Editora Girafinha
Livraria Cultura - On line - R$ 27,00





Pinote, o fracote e Janjão, o Fortão
Fernanda Lopes de Almeida


Ilustrações Alcy Linares
Editora Atica
Traça - Livraria Sebo - on line R$ 19,00

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Festa das Mães - 2009

Uma homenagem que faço a todas as mães, por exercerem uma tarefa tão exigente!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Conhecendo o grafismo infantil e entendendo sua expressão


Numa proposta de construção do conhecimento não se pode deixar de falar em Artes e o desenvolvimento do grafismo na Educação Infantil.
A arte na escola já teve a sua caminhada conforme concepções pedagógicas.
Atualmente, acreditar que o desenho é uma ação espontânea e que não precisa ser desenvolvido com uma ação pedagógica ou que o aluno precisa reproduzir figuras já criadas ou até mesmo infantilizadas pelos adultos, pintando-as dentro dos seus limites, recortando-as e colando-as é salientar uma concepção de Arte marcada pelo mero exercício escolar.
Numa visão construtivista a Arte facilita o desenvolvimento psicomotor sem abafar a criatividade. A finalidade não é a psicomotricidade.
A prática de Arte na Educação Infantil deve proporcionar a criatividade e o adulto (educadores e pais) é o mediador para isso. A Arte deve ser uma atividade cultivada, assim como o desenho como forma de produção desta expressão artística. A escola, juntamente com os pais, nesta concepção, aparece como promotores de uma Cultura Artística, levando em consideração as condições interna (desenvolvimento) e as condições externas (aprendizagem) na criança.
A importância, tanto para os educadores como para os pais, do conhecimento das Etapas do Grafismo, é fundamental para avaliar e intervir com uma ação pedagógica durante o processo.
O adulto precisa conhecer e entender as Etapas do Grafismo Infantil, a fim de não emitir juízos de valores e querer a mera reprodução de figuras estereotipadas.
O desenho é uma linguagem com características próprias individuais e de culturas coletivas.
Valorizar os rabiscos, experimentar vários materiais como: giz de cera, lápis de cor, canetão, carvão e diversos suportes: papel, chão papelão, areia, parede (conforme a idade)..., desenvolver as produções através de descobertas individuais e coletivas é proporcionar um melhor entendimento sobre a importância do desenho para as crianças pequenas.
Até os quatro anos, aproximadamente, o desenho é evidenciado pela Garatuja. Primeiramente, mostra-se desordenada com movimentos amplos e aleatórios que não respeitam o limite da folha. Mais tarde, evidencia-se ordenada, com movimentos mais circulares, ocupando o limite do papel. Após, os rabiscos ganham nome como: mamãe, papai, nenê, bola e mostram algumas mandalas(círculos).
Dos quatro aos seis anos, aproximadamente, os rabiscos vão tomando a forma da figura humana. Chamamos de pré-esquemática.
A figura humana aparece com braços e pernas que saem da cabeça.È o que denominamos Boneco Girino. Mais tarde, os membros saem do corpo.
Há um exagero quanto à proporção e perspectiva. As figuras são grandes ou pequenas demais. É normal a omissão de partes do corpo ou do rosto.Um braço pode ser mais comprido que o outro. Não existe o limite entre o céu e o chão. O sol pode surgir na parte debaixo. Há a justaposição das figuras.
A partir dos seis anos, os desenhos se aproximam mais à realidade, com formas mais definidas; especificando a linha de base de céu e chão.
Aos educadores, cabe o conhecimento das Etapas do Grafismo Infantil como princípio de entendimento dessa expressão artística, além de promover uma idéia cultivada da arte como criação com uma ação pedagógica.
Aos pais, juntamente com a escola, cabe valorizar cada traço desenvolvido do seu filho (a) permitindo a livre expressão sem limitações a juízos de valores estéticos e estereotipados de desenhos.