quinta-feira, 4 de março de 2010

Quando chega a hora da primeira escola

Quando chega a hora da primeira escola?

O período é oportuno para se falar e retomar o assunto : adaptação, ainda mais quando se trata da primeira escola. Refiro-me a escola de Educação Infantil.
A hora da entrada da criança ou bebê na escola pode ser por vários motivos : horário de trabalho dos pais, por profissionais melhores capacitados a cuidar da criança, para a socialização da criança, por preferir a escola a uma babá, enfim...O que deve ser definido é a confiança na escolha da escola, na sua capacidade de unir o cuidar e o educar como tarefas indissociáveis.Mas para a escola proceder com uma adaptação adequada é fundamental a atitude dos pais frente a este processo. Sim: um processo! Processo que deve ser criterioso e gradual.
Portanto cabem algumas dicas para a adaptação ou readaptação, após as férias, das crianças na escola. Vejam abaixo:
Antes da criança ingressar: converse com ela; explique a ida dela para a escola, mas nunca relacione com castigos. Fale que é para conhecer amigos, brincar, aprender.Nunca diga que é para aprender a se comportar. Leve-a para conhecer a escola. Comente moderadamente sobre a entrada dela na escola.Permita que ela participe da escolha do material como : mochila, cadernos e do seu uniforme.
Nos primeiros dias: fale que você estará por perto ou não alongue demais a despedida. Explique que voltará para pegá-la. Cumpra rigorosamente o horário combinado e reduzido.Na chegada, se ela chorar, não pare... Se a criança não quiser retornar no dia seguinte, insista, lembrando-a das brincadeiras e dos amigos.Não falte na adaptação sem um motivo real. A escola não deve ser substituída por qualquer outra atividade.

Bom proveito a todos!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O Brincar

“É no brincar, e somente no brincar que o indivíduo, criança ou adulto pode ser criativo e utilizar a sua personalidade integral; e é somente sendo criativo que o indivíduo descobre o seu eu (self)”.

Winnicott

Em homenagem ao dia da criança ressalto aqui no blog a importância do “O Brincar” e as suas justificativas para o desenvolvimento saudável da criança.
A criança ao brincar elabora seus conflitos e ansiedades!
Num simples faz de conta, o que chamamos de jogo simbólico, como exemplo (ao brincar de casinha), ela vai se desenvolvendo nos seus aspectos emocionais e sociais, assumindo papéis, responsabilidades, exercitando identificações e experimentando as suas capacidades de soluções de problemas inerentes ao seu universo infantil.
O Brincar é coisa séria!
“É através da brincadeira que a criança desenvolve a imaginação, fundamenta afetos, explora habilidades, assume múltiplos papéis e fecunda competências cognitivas e interativas”. (Celso Antunes, 2007)
Aos olhares dos adultos a brincadeira pode até parecer que não tenha um porquê mais profundo de a criança se movimentar e explorar jogos, mas esse universo lúdico é tão necessário para que ela possa se desenvolver nos seus aspectos biopsicossociais.
Além de trabalhar o aspecto emocional e afetivo da criança a brincadeira deve ser conduzida para a ativação da memória, emoção, atenção, criatividade, lingugem e motivação. Tais brincadeiras são a exemplo: esconde-esconde; sapata ou amarelinha, rodas cantadas, parlendas, rimas... Simples e interativas com um potencial cognitivo capaz de desenvolver múltiplas aprendizagens.
Numa rotina atualmente atribulada e individualizada essas brincadeiras são esquecidas e devem ser resgatadas no meio de tanta mídia que explora brinquedos cada vez mais sofisticados e que deixam a desejar em aspectos em que a criança exerce o seu potencial criativo e simbólico. As brincadeiras, cada vez mais, são substituídas por jogos informatizados e brinquedos de uma ideologia capitalista que fica, por vezes, além das reais vivências das crianças, são idealizados e explorados os: “parques aquáticos, resorts, mansões, carros ( tipo Limusine)” em brinquedos que extrapolam as condições financeiras de muitos pais que se sentem na "obrigação" de satisfazer a vontade do filho(a)... Enfim.
Isso pode? Deve ser incentivado na criança? O que é importante é que se tenha sempre o equilíbrio no que a criança deseja e quantos desses desejos serão realizados de imediato. As suas vontades devem ser controladas e saciadas de acordo com a realidade de suas vivências. Pode ser oferecido sim, mas sempre observando as realizações de exageros das satisfações imediatas.
O essencial é que tanto para os pais quanto para os educadores cabe a lembrança de propiciar a brincadeira e brinquedos que resgatem a interação da criança, a sua movimentação no espaço, a sua imaginação, as suas potencialidades, proporcionando um sadio desenvolvimento.

Um ótimo Dia das Crianças!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009


"A mentira infantil cai na real "

Por que a criança mente? O que é verdade e o que é fruto da imaginação?
A mentira na infância tem sido algumas das dúvidas entre os pais e educadores. Abaixo segue a explicação.
Entre os três e sete anos de idade a confusão entre fantasia e realidade é normal e faz parte de uma fase crucial do desenvolvimento da criança, mas é necessário alertar aos pais para a necessidade de observarem as ‘mentiras’ arquitetadas pela criança para que ela possa se livrar de alguma responsabilidade ou levar outro tipo de vantagem.
A melhor reação ao ouvir uma "história cabeluda" contada pela criança é a de não acreditar em tudo nem duvidar completamente. É preciso cautelar para filtrar a realidade.
O ideal é posicionar-se no meio-termo, já que o excesso de fantasia pode revelar o egocentrismo elevado, pois a criança ainda não consegue se colocar no ponto de vista do outro e tudo “gira” em torno de si, ou seja, as suas vontades e os seus desejos fazem tender a imperar.
Até, aproximadamente, os sete anos a criança utiliza símbolos para se expressar, pois tem um pensamento mágico sobre as coisas. Mas a partir dos sete anos as crianças já trocam essa simbolização pela compreensão de uma linguagem mais concreta e mais elaborada. Numa idade mais avançada, perto dos 10 anos, histórias fantasiosas freqüentes, podem até revelar um problema mais sério a ser diagnosticado como mitomania ( tendência doentia a mentir). Um dos indícios dessa doença é a permanência do “amigo imaginário! - Que na faixa etária de crianças na educação infantil é normal.
Mas como lidar com a imaginação fértil dos filhos?
- Não insista imediatamente no assunto. Peça para a criança contar a história novamente algumas horas depois e compare versões.
- Não é prudente apenas dizer à criança que ela está mentindo ou chamá-la de mentirosa. É necessário explicar, com calma, as consequencias negativas de uma mentira, com exemplos práticos. Se prejudicar alguém, deixe claro o porquê é errado fazer isso.
- Para saber a exatidão dos fatos, prefira algumas perguntas genéricas. Ex: o que aconteceu na escola?Ao invés de – Quem te bateu na escola? Pois neste caso só pode-se obter sim ou não como resposta.
******* As crianças são muito suscetíveis à influência dos pais. Se eles costumam mentir ou encobrir mentiras, os filhos tendem a imitar este comportamento.
- Entenda que a fantasia é importante para o desenvolvimento da criança. Estimule-a de forma saudável e criativa. Recorra aos símbolos para falar de assuntos complicados como sexo, morte e dinheiro.


Fonte: revista Veja- pags 120 e 121 de 2 de maio de 2001

segunda-feira, 8 de junho de 2009

05 de junho - Dia Mundial do Meio Ambiente

Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, achei este comercial (uma animação primorosa) feito para a Água Mineral Evian, chamado "Waterboy", sobre as estados físicos da água. A trilha sonora é uma versão remixada do Queen's "We will rock you". Vale a pena ser exibido e mostrado às crianças. A autoria é da agência francesa BETC Euro RSCG de Paris para a EVIAN.

CONFIRA!!!!

Fica a dica para o uso racional da água!!!

terça-feira, 19 de maio de 2009


O que é Bullying?

O termo "bullying '' não tem tradução para o português, mas refere-se, em inglês, à atitude de um bully que quer dizer: valentão!
Essa forma de violência não é novata e sempre existiu em escolas, famílias, universidades, no trabalho, na vizinhança... e é até comum entre crianças de 3 a 4 anos de idade, pertencentes à educação infantil. O bullying compreende todas as formas de atitudes agressivas, sendo intencionais e repetitivas, sem motivação evidente, adotadas por uma ou mais pessoa(s) contra outra(s), causando dor, angústia e violência emocional em ações como: colocar apelidos, zoar, ofender, humilhar, fazer sofrer, tiranizar, amedrontar...agredir, bater. Se estabelece uma ação entre o opressor e o oprimido sem causas sensatas.
Apelido inofensivo?Não!!!
O que, aparentemente, pode parecer inofensivo e até engraçadinho perante os olhos de adultos , crianças e adolescentes pode mascarar essa prática de violência psicológica em qualquer contexto social. Vai muito mais além de uma simples brincadeirinha sem graça! As crianças e adolescentes que sofrem a essas humilhações podem somatizar em doenças psicossomáticas, apresentar baixo rendimento escolar e algum trauma que influencie na sua personalidade. Geralmente, reclamam de dor física para ir para a escola, se tornam mais isoladas e até mesmo agressivas. O problema piora quando o adulto : educadores, pais, amigos, familiares, vizinhos... compactuam com essa prática, até por se acustumar com ela e não ter uma crítica de responsabilidade sobre a mesma.
Até podem se omitir por medo ou insegurança frente às condutas a serem tomadas sobre essas ações. As vítimas dessas agressões tendem a ter problemas com obesidade, estatura, deficiência física e também são discriminadas por aspectos culturais, étnicos e religiosos. Às vezes, também, acontece o "bullying" com a criança e/ou adolescente que chama a atenção como: a(o) menina(o) bonita(o) que acaba sendo perseguida(o) pelos colegas.
Também pode acontecer com o "mais inteligente" da turma... Quem, normalmente, agride são crianças e adolescentes que se evidenciam como líderes e, também, como os mais populares na turma.
E essas crianças, necessitam de uma "ajuda" psicológica, até para que se evite um adulto que pratique, mais tarde, a violência como: atitudes delinquentes ou criminosas.O papel do adulto é fundamental na prevenção do Bullying, incentivando sempre a solidariedade e o respeito às diferenças . A responsabilidade é de cada um e nada de colocar "panos quentes" e ser conivente com essas atitudes.

Leituras que recomendo:

Filhote de Cruz-Credo - Fabrício Carpinejar
Ilustrações de Rodrigo Rosa
Editora Girafinha
Livraria Cultura - On line - R$ 27,00





Pinote, o fracote e Janjão, o Fortão
Fernanda Lopes de Almeida


Ilustrações Alcy Linares
Editora Atica
Traça - Livraria Sebo - on line R$ 19,00